sábado, 27 de junho de 2009

banheiro público

>
> Minha mãe ficava histérica com os banheiros públicos, quando pequena
> me levava ao banheiro, me ensinava a limpar a tampa do vaso com
> papel higiênico
> e cobrir cuidadosamente com tiras de papel em toda a borda.
>
> Finalmente me instruía: "Nunca, NUNCA se sente em um banheiro
> publico".
>
> Logo me mostrava "A posição" que consiste em se equilibrar sobre o vaso
> em uma posição de sentar sem que o corpo entre em contato com o vaso.
> Isso foi
> há
> muito tempo, mas ainda hoje em nossa idade adulta, "a posição" é
> dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.
>
> Quando você "tem que ir" a um banheiro público, sempre encontra uma
> fila de mulheres que te faz pensar que as cuecas do Brad Pitt estão à
> venda pela
> metade
> do preço. E assim espera pacientemente e sorri amavelmente às outras
> mulheres que também estão discretamente cruzando as pernas.
>
> Finalmente é a sua vez, você olha cada cubículo por baixo da porta pra
> ver se não há pernas. Todos estão ocupados, mas finalmente uma porta se
> abre e você
> entra
> quase jogando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o
> trinco não funciona, mas não importa...
>
> Você pendura a bolsa no gancho que tem atrás da porta e, se não
> tem gancho, você a pendura no pescoço mesmo, enquanto se equilibra, sem
> contar que a
> alça
> da bolsa quase corta a sua nuca, porque está cheia de porcarias que você
> foi jogando dentro, das quais não usa a maioria, mas as tem aí, para o
> caso de "e se
> eu precisar?".
>
> Mas, voltando à porta... como não tinha trinco só lhe queda a opção
> de segurá-la com uma mão, enquanto com a outra você abaixa a calcinha e
> fica "em
> posição"...
> Alívio... ahhhhhh... mais alívio, aí é quando suas pernas começam a
> relaxar e você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o vaso e
> nem cobrir com
> papel, nessa hora você quase tem um treco de tão aliviada, ai dá uma
> desequilibrada e erra a mira. Pronto, o suficiente pra ficar molhada até
> as meias, e é obvio
> que dá pra notar.
>
> Para afastar o pensamento dessa desgraça, você procura o rolo de
> papel higiênico... maaaas.. hehehe, o rolo tá vazio! E as suas pernas
> continuam querendo
> relaxar. Ai você lembra de um pedacinho de papel que tá na bolsa, meio
> usado porque você já limpou o nariz com ele, mas vai ter que servir, você
> o amassa pra
> absorver o máximo possível, mas ele é muito pequeno, e
> ainda tá sujo de
> meleca.
>
> Nisso alguém empurra a porta e, como o trinco não funciona, você
> recebe uma baita portada na cabeça.
>
> Aí você grita "tem genteeeeee" enquanto continua empurrando a porta
> com a mão livre e o pedacinho de papel que você tinha na mão cai
> exatamente em uma
> pequena
> poça que tinha no chão e você não sabe se é água ou xixi...
> ehehe ai você vai de costas e desequilibra, caindo sentada no vaso.
>
> Você se levanta rapidamente, mas já é tarde, seu traseiro já entrou
> em contato com todos os germes e formas de vida do vaso porque VOCÊ
> não o cobriu
> com papel higiênico, que de qualquer maneira não havia, mesmo se você
> tivesse tido tempo de fazer isso.
>
> Sem contar o golpe na cabeça, o quase corte na nuca pela alça da
> bolsa, a espirrada de xixi nas pernas e nas meias, que ainda estão
> molhadas... a lembrança
> de sua mãe que estaria terrivelmente envergonhada de você, porque o
> traseiro dela nunca sequer tocou o assento de um banheiro público,
> porque francamente,
> "você não sabe que tipo de doença poderia pegar ai".
>
> Mas a aventura não termina ai... agora a descarga do banheiro, que ta
> tão desregulada que jorra água como se fosse uma fonte e manda tudo pro
> esgoto com
> tanta
> força que você tem que se segurar no porta-papel (quando tem) com medo
> de que aquele negócio te leve junto e te mande pra China. Ai é
> finalmente quanto
> você
> se rende, está ensopada pela água que saiu da
> privada como uma
> fonte.
>
> Você está exausta. Tenta se limpar com uns papeizinhos de chiclete
> Trident que estavam na bolsa e depois sai discretamente para a pia. Você
> não sabe muito
> bem como funcionam as torneiras automáticas também, e então dá uma
> limpadinha nas mãos com saliva mesmo e seca com toalha de papel. E sai
> passando pela
> fila de mulheres que ainda estão esperando com as pernas cruzadas e
> nesse momento você é incapaz de sorrir cortesmente.
>
> Uma alma caridosa no fim da fila te diz que você ta com um pedaço de
> papel higiênico do tamanho do rio Amazonas grudado no sapato! Você puxa
> o papel do sapato
> e joga na mão da mulher que disse que tava grudado e lhe diz
> suavemente: "Toma! Você vai precisar!" e sai. Nesse momento, seu
> namorado ou marido que entrou, usou e saiu do banheiro masculino e
> teve tempo de sobra
> pra ler "Guerra e Paz" enquanto esperava te pergunta: "Porque
> demorou
> tanto?"
>
> É nessa hora que você dá um chute no saco dele e o manda pra ...!
>
>
> Isto é dedicado a todas as mulheres de todas as partes do mundo que
> já tiveram que usar um banheiro público.
kkkkkkkk! srsrs!

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